Xadrez01a - ArteEducarJun15

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XADREZ I

  • O processo educacional para Necessitados Educacionais Especiais não exige grandes parafernálias mecânicas e eletrônicas, havendo acessibilidade e condições mínimas de trabalho não haverá obstáculo para a realização de qualquer trabalho, como é o caso do jogo de Xadrez. Este jogo proporciona condições inusitadas para que seja desenvolvido um projeto educacional, onde haverá desenvolvimento cognitivo, motor, dos potenciais perceptivos, capacidades etc.

  • Por ser um jogo tradicional e com uma história bastante interessante, desde o surgimento do jogo até o significado de cada peça e o motivo dos movimentos de cada uma delas e a diferenciação na forma de captura.

  • Toda esta riqueza histórica, técnica e temática, quando explorada a partir de um projeto, trará ao aluno motivação, possibilitando a contemporização, a paciência, o desenvolvendo das capacidades (principalmente - analítica, reflexiva, conclusiva e de crítica), além das possibilidades de trabalho, bastante amplas, em cada uma das Áreas do Conhecimento ou Disciplinas Escolares. Nenhuma delas esta isenta destas possibilidades, passando pela Arte Educação e Português, até a Matemática, História e Ciências, não esquecendo Geografia, Educação Física e a(s) Língua(s) Estrangeira(s).

O JOGO DE XADREZ

  • As regras deste jogo precisam ser bem estudadas e para isso, nada melhor que o aluno comece pelo início, ou seja, fabricando o seu tabuleiro e as suas peças (veja no nosso Site “Como fazer Jogos” algumas sugestões), e durante esta fase estudar a história deste jogo. Cada uma das áreas ou disciplinas escolares poderão, de acordo com suas especificidades, estar desenvolvendo um projeto ou trabalho que amplie as oportunidades para a construção do conhecimento a partir deste jogo e ainda, partir para a recriação ou releitura.

  • O Professor de Matemática poderá se valer das possibilidades de cálculos quando da fabricação (produção) do tabuleiro e peças, do estudo das regras, até do momento das jogadas durante uma partida, conseqüentemente dos movimentos das peças.

  • O Professor de Português ou de Língua Estrangeira terão possibilidades que não param apenas na relação com os textos, sejam eles referentes às regras ou aos registros do trabalho, mas nas experiências vivenciais oportunizadas aos professores e alunos.

  • O Professor de Geografia também poderá explorar o jogo, por exemplo, regionalizando-o e transformando o tabuleiro numa maquete, sem, contudo modificar as regras. Estudar as os grupos sociais que são representados nas peças, o Rei e Rainha, Bispo, Cavalo, Torre e Peões.

  • Uma idéia é substituir as peças por tipos de relevos, por exemplo: planície, pico, serra, planalto etc. Ou ainda, pelo clima adotando símbolos, como fazem os meteorologistas, para cada peça.

  • Observando as possibilidades exemplificadas acima é fácil perceber que não há diferença no tratamento do trabalho para o aluno tido como “normal” e a do aluno com Necessidades Educacionais Especiais, o que ocorrerá na verdade são algumas adaptações que proporcionem a acessibilidade e manuseio (ato de jogar), nada, além disso. Este mesmo aluno com Necessidades Educacionais Especiais poderá produzir seu jogo, nada impede, se não é real ele poderá ser virtual, com imagens etc.

  • O retroprojetor poderá ser usado para projetar uma transparência do tabuleiro e das peças, permitindo a demonstração das jogadas e movimento das peças, evento que permite o acompanhamento das explicações pelos alunos e ou professores.

  • Com um projetor multimídia podemos projetar uma partida jogada em tabuleiro capturando as imagens com uma webcam ou jogando contra um colega presente ou virtual, ou ainda, com o próprio computador.

RELEITURA

  • A releitura do jogo e das regras tem uma importância muito grande no trabalho envolvendo alunos com Necessidades Educacionais Especiais, como também aqueles que não a tem, por proporcionar momentos de reflexão, de idealização, criação, análise, comparação e diferenciação, integração etc.

  • Todos estes itens conduzem ao questionamento e a conscientização de que este aluno tem capacidade e potencial para realizá-lo de alguma maneira, como as dos exemplos acima.

  • Toda releitura conduz obrigatoriamente a construção do conhecimento e a renovação do saber.

  • Esta condição de releitura permite que seja criado um jogo que será desenvolvido (jogado) apenas com comando de voz, por exemplo, seja ele num tabuleiro ou num computador, com peças em tamanho pequeno ou gigante.

CONCLUSÃO

  • O mais importante de tudo o que foi descrito é que não há grandes diferenças no tratamento e dinâmica de trabalho com qualquer aluno.

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