Pesquisa01A - ArteEducarJun15

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Grupo de Pesquisa > Na UE
Pesquisa III & Registro
Por: Vivaldo Armelin Júnior - Set./17
• Todos os trabalhos feitos na e fora da escola envolvem pesquisa e a pesquisa é fundamental para o desenvolvimento do ato de construir o conhecimento. É interessante que nem sempre é dado o devido valor para alguns eventos que favorecem o estudo de Arte, História, Matemática, Geografia, Ciências, entre outras áreas do conhecimento. As mostras de veículos antigos, como as que acontecem em Luís Carlos, um Distrito do Município de Guararema - SP, ou a de Vinhedo, uma das maiores do Brasil, não são exploradas em Sala de Aula, mesmo nas cidades onde ocorrem esses eventos. O mais interessante é que pelo estudo dos meios de transporte constróem-se documentos que envolvem todas as disciplinas escolares, inclusive Educação Física e Língua Estrangeira. Uma grande oportunidade para o conhecimento.
• Nessas mostras é possível até fazer um estudo da história da própria comunidade, problematizações, como as abaixo, podem levar a uma grande pesquisa dentro de um projeto, vejam:
1. Como a comunidade/cidade surgiu?
2. Qual ou quais eram os meios de transporte da época de sua fundação?
3. Por que foram importantes? Ajudaram no transporte urbano ou também no rural?
4. Qual a diferença destes e dos meios de transporte por tração humana ou animal?
5. Esses meios de transporte ajudaram o meio ambiente?
• São perguntas problematizadoras que levam à pesquisa e à busca de uma solução, portanto, desencadeia-se o processo de construção do conhecimento. Essa pesquisa pode ser feita não apenas pela visita física destes eventos, mas midiaticamente, como por revistas, jornais, vídeos em sites como o YouTube e até nos sites dos promotores desses eventos. A leitura midiática não se refere apenas às novas tecnologias, mas também às mais antigas, como o próprio desenho e a pintura, por exemplo. As mostras de veículos antigos são interessantes porque nos possibilitam viajar no tempo, entender conceitos artísticos, contar história, descrever, narrar, dialogar sobre esses meios de transporte de uma época mais distante. Não apenas fazer um estudo tecnológico, mas também do processo evolutivo da espécie humana. Entender os efeitos sobre o meio ambiente...
• A fotografia, como linguagem, não é um recurso ou um meio, mas um processo que conduz ao conhecimento pela leitura das cenas, elementos, da luz e formas que a compõe. Muita gente, por desinformação, desconhecimento do que é uma linguagem artística e expressiva, comete este grave erro de definição e comunicação. São vários os motivos que ao dominar a leitura midiática, por não ser restrita apenas à leitura da escrita, que também é uma parte da leitura midiática, conduzem com maior facilidade o conhecimento e a informação explícita e implícita.
• É muito importante para um profissional da educação também ter um conhecimento mais aprofundado de comunicação, o problema é que essa etapa é deixada de lado pelas faculdades, centros universitários e universidades, também por quem deveria gerenciar a educação, nossos governos.
• As mostras de veículos antigos proporcionam essa leitura, pois sempre estão presentes em diversas mídias, como as visuais, auditivas, audiovisuais... no entanto, pouco é estudado e explorado em sala de aula. Na sua comunidade, dependendo de sua idade, pode ter começado em uma canoa, carroça, charrete, mas também na carroceria de velhos caminhões. O transporte ferroviário também proporcionou o surgimento de muitas comunidades e até cidades.
• O estudo midiático, não apenas relacionado às novas tecnologias, mas às mais antigas, como os jornais impressos por tipografia, nos proporcionam comparações riquíssimas, primeiro porque esses eram predominante em texto, poucos desenhos e raramente uma fotografia, principalmente no início da imprensa por Gutemberg, quando nem mesmo a fotografia existia, com os jornais dos nossos dias que reduziram a quantidade de textos em favor das imagens fotográficas, gráficos, tabelas, ilustrações etc. São estes meios de comunicação que projetaram e projetam ao mundo os avanços da humanidade. Bom trabalho!

ANTERIORES


Pesquisa I
Por: Vivaldo Armelin Júnior - Fev./17
• A maioria de nossos alunos não sabem pesquisar e esse é um sério problema para que o aluno possa construir seus conhecimentos e o próprio desenvolvimento cognitivo.
• O problema é mais fundo porque esse é um tema pouco trabalhado na sala de aula, na maioria das vezes o professor pede uma pesquisa, mas não orienta seu aluno como fazê-la. Não é por incompetência desse professor, mas sim por falta de apoio e estrutura para fazê-lo. Esse é um tema que os políticos morrem de medo, por um único motivo, eles proporcionam aos alunos de classes menos favorecidas a conscientização.
• A leitura em uma pesquisa é fundamental e ela não pode ser apenas dos textos escritos, mas sim midiática. As imagens, em suas Linguagens específicas, não são meros complementos ou recursos, são na realidade, uma forma de expressão e, cada Linguagem, tem suas necessidades e características próprias, portanto não podem ser chamadas de recursos ou complementos. Temos, por exemplo: a Linguagem Artes Plásticas (desenho, pintura, escultura, modelação etc.), Linguagem Fotográfica (fotografia, comum ou digital...), Linguagem Cinematográfica (cinema, animação stop motion, filmes, animação quadro a quadro etc.), Linguagem Videográfica (vídeo, animação...), entre outras.
• Pesquisar é estudar, desde que não se faça uso das teclas de atelho, no computador, "Ctrl C" e "Ctrl V". Uma boa pesquisa deve ser seguida da leitura do conteúdo pesquisado, ou seja, do texto e das imagens.
• A pesquisa tem que seguir a um esquema importante, seja em livros, internet, revistas, filmes, jornais, áudios e ou vídeos. A seguir uma proposta simples, mas que produz bons resultados:
• Este esquema é bem simples, mas que tem por objetivo o início do trabalho de pesquisa por alunos de qualquer etapa (ano/série) e idade, inclusive do EJA, primeiro para não complicar, segundo, para motivar a leitura midiática, seja da escrita, do áudio, vídeo, fotografia, desenho, pintura, escultura, gravura etc.
• O tema deve ser geral e o assunto uma ramificação deste, por exemplo: Descobrimento do Brasil (tema), depois, meio de transporte, alimentação durante a viagem, quantos marinheiros e o que cada um fazia (todos assuntos).
• Uma pesquisa não pode se limitar a uma "única" disciplina, mas ser ampla e inter-relacionar conteúdos, quando possível, interdisciplinar, por exemplo: não há como fazer uma pesquisa sobre a história de um povo sem envolver a Geografia, Ciências, Artes, Português, Língua Estrangeira, Matemática etc.
• Esse esquema é universal, portanto serve para qualquer disciplina e área do conhecimento.
 Pesquisa II
 Por: Vivaldo Armelin Júnior - Mar./17
• É muito comum o aluno confundir pesquisa com resumo, por essa razão é necessário que o professor ou professora descreva as diferenças entre ambos. Para a pesquisa, como vimos na matéria anterior, é preciso ler, entender, interpretar e por fim registras. O registro, como também já destacamos pode ser escrito, em áudio, vídeo etc.
• É importante lembrar que uma pesquisa deve seguir um roteiro preestabelecido pelo professor e divulgado para os alunos. O aluno deve saber que ela deve ser midiática e não apenas o da escrita. Muita gente entende que a pesquisa midiática é só no computador, mas não, toda tecnologia proporciona pesquisa, inclusive o registro feito com um lápis, pois é um meio de comunicação. O desenho pode ser realizado com um lápis, aquarela, carvão e permitirá uma leitura por parte do pesquisador. É muito comum o aluno pesquisar apenas os textos e desprezar as imagens, como um gráfico, um grande erro, porque aquele gráfico desprezado poderá ser mais útil e conter mais informações do que o texto, o mesmo acontece com uma fotografia, pintura, vídeo etc.
• Pesquisar é levar ao aluno uma oportunidade de desenvolver a sua capacidade de análise, conclusão e crítica, antes da interpretação. O professor ou professora deve agir com o objetivo definido, problematizar quando for oportuno e não aquele ou aquela que dá as respostas ou solução.
• A pesquisa deve ser feita não apenas na Sala de Leitura, de Informática ou na Sala de Aula, mas também no pátio da escola, no jardim, horta, cozinha etc.
• O aluno tem que entender que pesquisar não é só no computador, celular, tablet, notebook ou smartphone, e que o uso das teclas de atalho não sejam o padrão ("Ctrl C" e "Ctrl V"). A leitura antes do registro é fundamental, pois do contrário não haverá pesquisa, mas simples cópia. É complicado levar o aluno à verdadeira pesquisa porque a tecnologia oferece tudo mastigado, em outras palavras, tudo intuitivo. Então para que pensar?
• Muitos profissionais da educação, por uma série de motivos, não oferece ao aluno o que é e como fazer uma pesquisa, principalmente nos cursos mais avançados, como o universitário. Supõe-se que ele, aluno, já saiba fazer pesquisa.
• Quando a pesquisa é bem feita o aluno se sente motivado e interessado, porque surge a dúvida.
• Bom trabalho!
• A imagem ao lado, pode ser lida, superficialmente ou profundamente, ou seja, apenas os conteúdos explícitos ou ambos, os explícitos e os implícitos. Isso é leitura midiática.
• Na imagem ao lado pode-se ler o que se vê, um arranjo de frutas, uma leitura do explícito, na verdade uma leitura descritiva. Uma leitura mais profunda analisará diversos aspectos, não apenas o que se está vendo. Aquele que analisa o implícito irá interpretar o contexto e só então gerará um comentário ou opinião. Afirmar que se trata de uma cesta de café da tarde ou piquenique já é mais profundo, seguido de uma análise das frutas e suas utilidades, tentar interpretar o que o artista desejou passar para seu público...
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