O PROBLEMA SOCIAL e a ESCOLA? - I - ArteEducarJun15

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REESCRITO 2008
Por: Vivaldo Armelin Júnior - 2006

  • Os problemas sociais causados pela incompetência e falta de compromisso dos governos federal, estaduais e municipais são desastrosos e estão causando sérios problemas para a formação do aluno. A demagogia barata, o desvio e roubo do dinheiro público, levam comunidades inteiras ao abandono e falta de perspectiva, um dos graves motivos da criminalidade.


  • Desmotivados por não ter ou não poder vislumbrar um futuro promissor, nossas crianças perdem o estímulo e o interesse pela escola. Aprender e conquistar o conhecimento passa a ser uma mera casualidade e que não servirá para nada, pois não há perspectiva de um futuro, ou seja, nossas crianças não tem pretensões e uma visão de futuro.

  • Então surgem alguns e dizem que este problema é culpa do Professor, não da crise social e econômica que está arrasando o país. Outro fator verdadeiro está ligado aos desmandos e a corrupção acobertada por governantes que não se preocupam com a população em geral e muito menos com a carente.


  • Sabemos que o Professor enfrenta muitos problemas por uma formação deficiente, mas ao contrário do que afirmam estes governantes é bastante interessado na atualização de seus conhecimentos, na sua formação e de se informar, mesmo em final de carreira.

  • É preciso ter consciência da importância de algumas ações governamentais emergenciais, que vão envolver grandes investimentos sociais e educacionais. Demagogicamente a escola tem se transformado em um Centro de Saúde, mas a escola não pode se transformar em um Centro de Saúde ou de fornecimento de alimento. Para esta ação existem órgãos municipais, estaduais e federais mais preparados, mais equipados para esta função. Na escola se conquista a cidadania, o conhecimento, o saber crítico e analítico, não sendo mero distribuidor de leite em pó, de material escolar etc.

  • É obrigação desses políticos inescrupulosos criar condições para que as famílias tenham condições de adquirir o material, uniforme, alimento etc.

Como tratar estes problemas?

  • Não é muito fácil! É preciso que haja investimento, por parte dos governos, de maneira a proporcionar o aumento de vagas na indústria, comércio, serviços etc., ou seja, aumento de emprego. Vale destacar que este papel é do governo e não da escola como eles querem.

  • A população está se transformando em pedante, pois esta se acostumando a receber tudo de graça e esses políticos estão mentirosamente dando uma de bonzinho.

  • O mesmo é possível dizer sobre a segurança, não adianta o professor trabalhar junto ao aluno que a droga é um grande mal, que o crime não conduz a liberdade financeira, e no momento que deixa o espaço escolar é instigado a se viciar e roubar para manter o consumo de droga, pois as drogas são vendidas abertamente, na rua ou portões das escolas, sem grandes problemas de repressão. Este estímulo é mais forte do que aqueles oferecidos pela escola, que não recebe investimento adequado para sua renovação e melhoria da qualidade de trabalho do Professor e do aluno.

  • É necessário que o aluno permaneça na escola e que conclua pelo menos o ensino médio, se possível técnico, para que tenha uma profissão. Mas para que isso ocorra não adianta apenas o esforço praticado pelos Educadores, sem investimentos pesados na área social, dificilmente esta situação mudará e o interesse pela escola não será mais pelo aprendizado, mas sim pela corrupção e aliciamento de menores por criminosos inescrupulosos.


  • Muitas vezes há a possibilidade da realização de trabalhos diferenciados com a participação direta do aluno, mas este esbarra nas condições financeiras da escola e do próprio aluno. As APM não têm como cobrir (pagar) as despesas de muitas atividades, como uma gincana, jogos esportivos ou uma excursão. Esse último caso é mais sério, o custo do aluguel de um ônibus é bastante elevado e a maioria dos alunos acabam não participando do trabalho por não terem condições de pagar.

Excursão, para que?

  • Uma visita pedagógica (excursão) favorece o aprendizado mais profundo pela possibilidade de visualizar, na prática, aquilo tudo que a escola expõe na teoria e que muitas vezes não tem como exemplificar na prática por falta de laboratórios e salas ambientes. Estas atividades externas à sala de aula proporcionam grandes resultados quanto a integração social, aprendizado, cidadania, mas não é isso que a maioria dos governantes desejam, pois quanto mais burra ou mal alfabetizada for a população será mais fácil manter a corrupção, desmando, desvio de verbas públicas, enriquecimento ilícito etc.

  • Quando o aluno tem a possibilidade de participar das atividades geradas pela escola são mais motivados a trabalhar, produzir e criar. Esse é o caso das excursões pedagógicas. Vale lembrar que excursões para parques de diversões e de puro lazer não é papel da escola, é da família. A escola tem a obrigação com o pedagógico.

  • As possibilidades de uma excursão pedagógica passam pela experimentação, experienciar e vivenciar, condições que levarão ao interesse e curiosidade, mesmo aquele mais desmotivado. É uma aula diferente. Você deve estar perguntando, mas o que tem as excursões pedagógicas com os problemas sociais. A resposta é simples: quando a procura pelo saber é motivada haverá uma mudança de comportamento e atitude.

  • Nota: Nossos governantes não tem o mínimo interesse que isso aconteça.


  • Podemos observar que a solução para maioria dos problemas enfrentados pela escola e seus profissionais não estão relacionadas às suas ações e iniciativas, pois elas, as ações e iniciativas, são muito pequenas diante da grandeza dos problemas. Problemas estes que são na realidade obrigações dos governos, mas que por demagogia, desonestidade, incompetência, falta de escrúpulo e compromisso, jogam esta responsabilidade para a escola e que, por sua vez, impotente e sem opção (pois vem tudo de cima para baixo) a escola acaba assumindo este fardo.

O que pensar e como agir?

  • Por tudo que foi narrado acima, é possível concluir, sem medo de errar, que está faltando responsabilidade e compromisso por parte de nossos governantes, principalmente com a Educação, Saúde e Habitação, em fim, com as condições sociais das classes inferiorizadas. Infelizmente são pouquíssimas os governos que efetivamente estão preocupado com a sociedade.

  • Quando o aluno tem uma família bem estruturada, estável financeiramente, com um espaço para morar (em imóvel próprio ou não), mas que permita morar com dignidade, ter condições mínimas de assistência à saúde e o acesso a uma boa educação, dificilmente ele terá desinteresse pelo conhecimento. Do contrário não haverá expectativa de um futuro promissor, mas sim incentivo à violência banal e ilógica, à fome, desumanidade, degradação da família e do lar etc. O único a tirar proveitos benéficos são as classes mais altas, pois as classes médias são meros bonecos nas mãos desses políticos inescrupulosos e desonestos e que mantém apenas interesses de pessoas que visam apenas o lucro e o seu próprio bem estar.

  • Para obter realmente resultados satisfatórios será preciso aprender a votar, acabar com essa lei absurda que obriga as pessoas a votarem e se não o fizer são punidas injustamente. Vale lembrar que a ditadura acabou!

  • Não cair na fala mansa e mentirosa, na demagogia, na excessiva simplicidade, nos berros e ações nervosas, na demagogia de dar um abraço, segurar uma criança com um grande sorriso, dar uma camiseta, uma cesta básica etc.

  • É necessário e preciso ocorrer uma união e cobrança contínua, pois o povo é a maioria e a insatisfação popular é mais forte do que qualquer empresário, governante, militar... Enquanto a população mais carente continuar a se satisfazer com ações demagógicas como receber dinheiro para o gás de cozinha, leite em pó na escola, material escolar, uniforme... Nada vai mudar.


  • É necessário dizer que nunca será obtido um resultado escolar 100% e que atinja a todos os alunos, pois, mesmo com uma estrutura adequada, haverá exceção, mas quanto maior for o número de aluno com bom aproveitamento, melhor será a condição social e política do país. Só o conhecimento leva à visão crítica. A escola poderá ajudar na formação crítica, da responsabilidade, do comprometimento social e estrutura familiar, mas que não seja mero depósito de menores, como esta acontecendo atualmente, com salas super lotadas e condições mínimas de conforto, quando existe, para que se motivem a estudar.

  • Conclusão

  • A escola não poderá nunca se isentar de discutir os problemas sociais e até mesmo de realizar algumas ações, mas não é ela que tem a obrigação de canalizar rios ou córregos, dar leite, óculos, material escolar, livros didáticos, uniformes, construir casas, gerar emprego, cuidar da saúde física ou mental e o mais importante, ninguém deve ser pago para estudar.

  • É necessário que o Professor seja unido, consciente de sua importância e depois que tem condições de conscientizar o aluno e os seus responsáveis da necessidade de serem críticos e cobrarem do poder público as suas obrigações. Não esperando que tudo venha de mão beijada e sem nenhum esforço. Mas é exatamente isso que o governo não quer, uma população crítica! Ela incomoda e cobra!

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