Interagir é Preciso01a - ArteEducarJun15

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Educação > Educação Especial

INTERAGIR É PRECISO I

  • Está em destaque nos nossos dias a palavra inclusão, seja ela em relação aos deficientes (físicos, mentais, auditivos, visuais etc.), digital, social, entre outras opções.

  • A palavra inclusão está se tornando de certa forma um “modismo” e este poderá conduzir a um descrédito nas propostas que estão associadas a esta palavra. Não podemos deixar o elemento “modismo” interferir no verdadeiro significado da proposta que tanto se discute e que de alguma forma está produzindo resultados satisfatórios no relacionamento entre as pessoas.

  • Nos dicionários encontramos a seguinte definição para a palavra “Inclusão” :


No Aurélio*: -  1. Ato ou efeito de incluir. [Antôn.: exclusão.]  -  4. Educ. Esp.  O ato de incluir pessoas portadoras de necessidades especiais na plena participação de todo o processo educacional, laboral, de lazer, etc., bem como em atividades comunitárias e domésticas.
No Michaelis*: - s. f. 1. Ato ou efeito de incluir. - Antôn.: exclusão.
No Koogan Houaiss*: - s.f. Ação ou efeito de incluir. / Estado de uma coisa incluída.

  • Quando é falado em inclusão na educação, primeiro é necessário entender o seu significado, segundo buscar soluções, pois os governantes em nada ajudarão.

  • Por estes motivos a inclusão deve ocorrer em todos os níveis e condições, não apenas podemos considerar como um ato, ação ou efeito de incluir, como definem os dicionários Michaelis* e Koogan Houaiss*.

  • O Aurélio aprofunda a definição de inclusão para Educação Especial voltada aos deficientes e de maneira bem clara define que a inclusão se refere à plena participação em todo o processo educacional, no trabalho, lazer, nas relações comunitárias e domésticas. Portanto, seguindo a definição do Aurélio, não podemos pensar em inclusão apenas criando espaços que contemplem pessoas “normais” e aquelas com “Necessidades Educacionais Especiais”. Caso isso ocorra estaremos aumentando a exclusão, pois incluir é proporcionar todas as condições de trabalho entre os alunos de forma igualitária, não parando nos aspectos físicos, mentais, motores etc.

  • O aspecto relacional é fundamental para que o trabalho de inclusão possa gerar bons resultados. O grupo deve sentir que todos são iguais, sem diferenciações físicas, de inteligência, capacidade etc.

  • A Inclusão passa pela formação de Professores, Direção, Coordenação Pedagógica, Inspetores de Alunos, Operacionais e os demais componentes da Comunidade Escolar, pai, mãe, irmãos etc.

  • Esta formação não pode ocorrer apenas de forma teórica, mas sim participativa, para dificultar o surgimento da discriminação.

  • Conhecer e compreender as necessidades de outros seres humanos favorece, de forma mais ampla, a inclusão igualitária e não superficial ou encapsulada. Estas ações e atos conduzirão a um relacionamento não apenas entre servidor e servido, capacitado e necessitado, mas entre parceiros, amigos, que compartilham os seus interesses, potenciais e capacidades, ou seja, o relacionamento humano e humanizado.

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