Inclusão01a - ArteEducarJun15

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Educação > Educação Especial

INCLUSÃO I

  • Inclusão é incluir, mas não é isso que estão fazendo os nossos governantes e alguns administradores de escolas privadas, principalmente os governantes municipais e estaduais.

  • Alunos que necessitariam de salas especiais quanto ao número de alunos, às condições físicas e materiais, não as tem, por um único motivo, não são providenciadas e ou oferecidas. Fatores que impossibilitam uma ação mais direta por parte do professor, mesmo quando há um acompanhante ao lado aluno.

  • O que estamos vendo é o poder público de alguns municípios, estados e alguns administradores de escolas privadas literalmente "jogar" esses alunos, seres humanos, nas escolas sem a mínima infraestrutura necessária para que possam ser alfabetizados, consequentemente construir seus conhecimentos e o desenvolvimento cognitivo, condição que leva à exclusão e não a inclusão, integração e interação e quando ocorre o resultado é muito insignificante.

  • A demagogia é muito grande, pois esses políticos desonestamente afirmam em propaganda que estão promovendo a inclusão, na verdade o que está ocorrendo é evitar gastos públicos. Lembrando: Educação não é despesa, mas sim investimento. Será que nossos políticos não veem isso?

  • A população precisa visitar as escolas e cobrar do poder público, também dos administradores de escolas privadas, a devida adequação do espaço, tamanho da sala, número de alunos por sala etc.

  • Um aluno com deficiência física, que tenha dificuldade de locomoção, teria que ter, por exemplo, nas escolas que tenham mais de um pavimento, a sua disposição um elevador ou cadeira elevatória ao lado da escada ou rampa para a subida ou descida. O que se vê é um dos pais, responsáveis ou professores terem de carregar o aluno. Quando isso não é possível, este aluno é impedido de ter acesso, por exemplo, a uma Sala de Leitura, Sala de Informática, vídeo, exposição, palestra, uma atividade diferenciada etc.

  • O mesmo ocorre com os alunos com deficiência intelectual, que deveriam receber maior atenção dos professores. Esses que são “jogados” em salas de aula com mais de dez alunos e sem um mínimo critério racional para a formação desta sala. O que vem acontecendo é um crime, porém não há cobrança por parte da comunidade e população em geral aos atos impróprio poder público. Para esses alunos seria necessário até mesmo material especial para que o trabalho seja justo e honesto. Já vi casos de professores comprarem, com parte de seu salário, material didático para tentar ajudar um ou mais alunos.

  • Inclusão é possibilitar a integração e a interação entre o aluno especial, com qualquer deficiência, com os demais alunos da sala de aula e até da escola! Nessas salas também não deveriam estar alunos tidos como problema, tudo para favorecer uma melhor integração e interação, pois os exemplos inadequados são copiados pelos alunos especiais.

  • O aluno, não importa a idade, deveria ser bem tratado e adequadamente recebido na escola. Não é obrigação da direção, caso não tenha verba, de adequar o espaço, pois um(a) diretor(a) não tem obrigação de tirar dinheiro do bolso para esse fim, o mesmo é verdadeiro para o professor e funcionários.

  • Casos de alunos especiais que tem a necessidade de usar um banheiro adequado são deslocados muitas vezes para o banheiro dos(as) professores(as), tudo para não constrangê-lo, por exemplo, quando usam fralda. Na realidade o constrangimento é maior, pois se um(a) professor(a) precisa usar o banheiro irá ficar ocorrer um choque maior. Na realidade deveria, antes de sua chegada à escola, ser construído um banheiro especial e adequado para atendê-los, um para os alunos e um para as alunas, ou seja, restritos, sem o acesso dos demais alunos. Essa condição vale para o(a) aluno(a) cadeirante, que usam muletas, deficientes visuais etc.

  • Quando do Congresso Ibero Americano de Informática Educativa, em Fortaleza, Ceará, um evento patrocinado pelo governo federal da época. As conclusões e o documento final nunca foram colocados em prática por ele mesmo e por prefeitos e governadores do mesmo partido, foi apenas discurso.

  • Os palestrantes por sua vez destacavam e cobravam tudo que foi descrito nesse texto, além de outras reinvindicações, como melhoria salarial para os professores, redução da jornada para o professor que trabalha com aluno em inclusão, oportunizando assim uma formação adequada para que realmente ocorra a inclusão. Todos os estudiosos e especialistas, brasileiros e de outras nações, que lá discursaram, foram unânimes em afirmar da necessidade de uma sala de aula adequada fisicamente e com um número pequeno de alunos, a maioria falava e afirmava em no máximo dez por sala e outros, em menor número, que poderia chegar a quinze no máximo dependendo da deficiência. Um deles, que defendia até quinze alunos por sala, em conversa após sua palestra, afirmou que dezesseis já seria muito, para evitar o discurso impróprio: “Tem quinze! Um a mais não faz diferença.”, depois: “Tem dezesseis! Dezessete não irão atrapalhar”, uma jogada de políticocomum npo Brasil e alguns outros países que só cerve para fazer nome desses polkíticos.

  • Por fim, esses mesmos políticos que “jogam” esses alunos com alguma deficiência, como se fossem uma coisa qualquer, um objeto inanimado, não o fazem o mesmo em "projetos" que lhes tragam visibilidade. Por não criar a mínima condição de trabalho para o professor, seja ela didática, pedagógica, material e formativa, o ser humano que tem alguma deficiência é terrivelmente prejudicado.

  • O professor também é "jogado" a trabalhar com uma condição para a qual não está preparado; Sem uma formação adequada e verdadeira não há inclusão.

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