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Arte-Alfabetização > Na prática
Quebra-cabeça alfabético 01 • Desenho com Letras 01 - Para Alfabetização •
Alfabetização por meio de um quebra-cabeça 01
Por: Vivaldo Armelin Júnior - Ago./2020
• Trata-se de uma proposta simples, os passos:
a. Fazer o download do arquivo PDF.
b. No arquivo estão as imagens de cada letra e estas possuem linhas (em vermelho) para o corte, prontas para serem impressas em cores ou escala de cinza.
c. Após a impressão, colar a folha sobre uma cartolina ou papel cartão (melhor opção), espalhar a cola com uma espátula para não criar ondulações, pode ser um pedaço pequeno de papelão (quadrado, retangular ou triangular). Também pode ser impressa em folhas autocolantes, vendidas geralmente em caixas com 10, 20 ou mais folhas (melhor opção, porém, mais caras).
d. Com uma tesoura ou estilete (uso exclusivo do professor e ou auxiliar), cortar seguindo as linhas vermelhas para obter cada uma das peças do quebra-cabeça.
e. Armazenar em uma pequena caixa, sacolinha ou caco plástico, para cada letra (um jogo). Pode-se imprimir mais de uma folha com cada letra, mas, da mesma maneira, uma embalagem por letra.
f. A atividade poderá ser desenvolvida individualmente ou em grupo.
 
Alfabetização por meio do desenho com letras 01
Por: Vivaldo Armelin Júnior - 2020
• Desenhar com letras significa fazer com que o aluno, principalmente os dos primeiros anos e mesmo os do EJA, comece a memorizar a forma de cada letra e evita de maneira eficaz o espelhamento. Algum professor ou professora poderá dizer que não sabe desenhar, eu respondo, é o momento para crescer e mostrar que fotocópia é apenas para poucas atividades.
• Outra vantagem do desenho com letras, sejam elas gráficas ou cursivas, é a descoberta das formas, condição que favorece até o aprendizado de matemática.  
• Vejamos os passos para a realização do desenho:
1º) O professor ou a Professora começam desenhando, desenhos simples, como no exemplo, os alunos e alunas copiando momento é importante fazer o aluno perceber a forma externa do que está sendo desenhado (modelo), sugiro começar com frutas e depois usar alguns modelos mais complexos. Esse trabalho funciona até mesmo para alunos do nono ano, Ensino Médio e até o Universitário.
2º) Usando uma letra começar a desenhá-la, em seguida, iniciar os detalhes, sempre usando letras, e na posição normal dela, não espelhar, mas poderá incliná-la se necessário.
3º) Após alguns exercícios, solicitar aos alunos que passem a desenhar as suas frutas, se possível usando uma fruta como modelo, seja natural, uma foto ou uma fruta cenográfica., sempre usando apenas letras. Neste primeiro momento não solicitar que com o lápis de cor ou giz de cera, ato de colorir, ou com tinta guache, ato de pintar. Vale uma explicação, o ato de desenhar não se pinta, mas colore. Lápis de cor, carvão, giz de cera, aquarela, são técnicas de desenho e não de pintura. Por outro lado, as tintas são técnicas de pintura, como tinta guache, tinta a óleo, tinta acrílica, têmpera etc.
4º) Voltando ao desenho, antes do início analise as formas e os detalhes do modelo. A forma externa deve ser a base para se realizar o desenho. Bom trabalho!
Arte-Alfabetizar - II
Por: Vivaldo Armelin Júnior
• Não é só o desenho que favorece a construção do conhecimento e da alfabetização, a modelação também é parte do processo. A modelação pode ser realizada usando as técnicas com argila, massa de jornal, papel machê, massa de modelar, massa de farinha, biscuit etc.
• A modelação das letras ajuda na prevenção do espelhamento, comum quando o aluno é apenas alfabetizado a partir da escrita. Isso se dá porque não há associação entre cada letra e seu conjunto organizado, as palavras, e as artes. Como cada letra é um desenho linear, modelado ou esculpido, convencionado, como foi destacado no texto anterior, sua associação a um som se torna bastante abstrato para a criança, jovem ou adulto.
• A Arte-alfabetização não é um processo em que o aluno apenas copia cada uma das letras, na modelação é possível decorá-las, dar volume e forma, condição que favorece a associação entre sua forma e o som.
• Modelar é dar forma, criar volume, construir relevo, portanto produzir uma forma palpável, que exigirá uma leitura tátil e não apenas visual.
• A criança estará experimentando e experienciando em tempo real fazendo rolinhos, cortando a massa ou simplesmente dando a forma de uma letra com os dedos.
• Essas letras poderão ser usadas em outras oportunidades para, por exemplo, não apenas formar palavras, mas para criar logos com a inicial de seu nome, do aluno, montar uma escultura e até recriar formas figurativas ou abstratas.
• Não é comum aos nossos governantes levar esse tipo de proposta para a sala de aula, pois o desenvolvimento cognitivo é maior e não é isso que uma maioria no poder deseja para a população em geral, vale a política do quanto mais ignorante é melhor, uma vez que, não se pensa, pois não se entende, ou seja, aquele ser é manipulável.
• A escrita é importantíssima, mas ela sozinha não conduz ou favorece a construção do conhecimento, as artes, a origem da escrita, possibilita e favorece o ato de pensar, portanto não se criará um aluno copista.
• Boa reflexão!
Arte-Alfabetizar 01
Por: Vivaldo Armelin Júnior
• Arte-alfabetizar é a formação mais simples para levar o aluno à construção do conhecimento e desenvolvimento cognitivo, pois é realizada por meio da imagem e do desenho que favorecerá o domínio da escrita e da leitura da escrita, mas também da midiática.
• Por meio do desenho da letra e de outras formas expressivas proporcionadas pela união entre elas, o aluno construirá imagens que os levará ao domínio da escrita, como já foi demonstrado em outras páginas deste site do Portal ArteEducar.
• Vale lembrar que cada letra é um mero desenho abstrato, podendo ser linear, que por convenção ganhou a associação a um som vocal humano.
• Essa associação por convenção permitiu que o conjunto das letras ganhasse um significado, as palavras e consequentemente o conjunto das palavras as frases.
• Cada letra e número unidos de maneira organizada gerarão imagens interessantes e inéditas, o mesmo processo acontece com a escrita e a sua leitura.
• O aluno quando alfabetizado por esse processo raramente comete o erro do espelhamento, por exemplo, mas também outros quando passa a desenhar com palavras.
• Essa proposta não é incentivada pelos governantes por levar à construção do conhecimento e ao desenvolvimento cognitivo de alunos de classes sociais “inferiores” à elite dominante.
• Para que a Arte-alfabetização seja compreendida e bem desenvolvida é importante que o professor trabalhe com projetos e estes não sejam meras cópias, mas que atendam às necessidades daqueles alunos, sua comunidade e até de questões referentes à cidadania, ou seja, que visa a formação de um cidadão.
• Nessa proposta a leitura não ficará restrito à leitura da escrita, mas sim de qualquer meio de comunicação, em outras palavras a leitura midiática. Ler apenas os textos limitará o desenvolvimento cognitivo, pois é importante ler a escrita, os sons, as imagens, a sensibilidade tátil, olfativa e até o paladar, para que haja uma integração completa e não apenas de uma delas (mídias).
• Boa reflexão!
Avaliação 01
Por: Vivaldo Armelin Júnior - Fev./16
• No processo de arte-alfabetização a avaliação deve ser formativa e posterior a uma formação com inter-relação de conteúdos e a interdisciplinaridade. Esse processo não é simples, pois até hoje muitos profissionais não conseguiram entender o que é inter-relacionar conteúdos, ou melhor, até entendem a teoria, mas não conseguem colocar em prática.
• Por que isso ocorre? O principal problema é a péssima formação proporcionada por governantes, no caso das escola públicas, e administradores e escolas privadas.
• O professor não tem culpa nesse processo, ele na realidade é uma vítima, bem como os alunos. Existem muitos estudiosos que insistem em afirmar que o professor é desinteressado, não procura formação, não faz nada para mudar... Esse grupo de especialistas trabalham para um sistema que não visa a melhoria da educação, mas sim a sua estagnação.
• Esses processos ocorreriam naturalmente se fosse garantida uma verdadeira reforma na educação, não essas mudanças bestas que ocorrem a cada novo governo e que não levam a nada. Um bom exemplo destas pessoas foi o aumento de dias letivos afirmando que haveria melhoria na educação. Então pergunto, desde quando quantidade é qualidade?
• Voltando ao tema, a avaliação formativa é parte de um processo lógico e extremamente dinâmico, o mais interessante é que ela não ocorre apenas realizando “provas” escritas. Como está atrelada à inter-relação de conteúdo, seu processo é natural e contínuo desde a fase de pesquisa, elaboração de um projeto até a fase final, com de preferência a interdisciplinaridade.
• A avaliação formativa faz do erro o processo de reconstrução do conhecimento e não a punição. Como já destacamos em outros textos, o erro é parte do processo de aprendizado, não a omissão e negligência por parte do educando ou aluno, como preferir. Na avaliação formativa tanto a teoria, bem como a prática, são não são avaliados separadamente, mas sim conjuntamente.
• Avaliar não é determinar uma nota ou conceito simplesmente, mas sim entender o processo de construção do conhecimento por parte daqueles grupo de alunos e buscando soluções para os casos que exigem maior atenção.
• É comum ouvirmos dos governantes, estudiosos, diretores, coordenadores pedagógicos e até professores afirmarem que se uma sala tiver um grande número de alunos em uma avaliação que não atingiram “o mínimo necessário” para seguir os estudos, o fracasso é do professor. Então preciso retomar uma discussão importante e pouco abordado pelos nossos governantes, o trabalho de assistência familiar. Na maioria das vezes que o aluno não tem um rendimento considerado adequado a culpa está na sua casa, pois muitos pais e responsáveis não dão importância para a escola. Seria necessário acontecer uma ação direta, não pelo professor ou a escola, sobre estas família com assistentes sociais. Essa seria uma mudança radical na forma de agir das famílias. Não estou afirmando que todos professores são verdadeiros profissionais, existem as exceções, mas posso garantir por minha experiência que a maioria está envolvida com o processo educacional.
• Então, a avaliação formativa será parte do processo educacional deste país. Não adianta a demagogia barata e ineficaz dos nossos governantes.
• O processo de arte-alfabetização não está desatrelado de uma avaliação formativa, nem da inter-relação de conteúdo ou da interdisciplinaridade.
Leitura de imagens - 01
Por: Vivaldo Armelin Júnior - Ago./19

• A leitura de uma imagem não é tão simples como pode parecer, não é apenas olhá-la e já foi feita a leitura. É preciso entender a sua composição, não tentar dizer o que o ou a artista desejou dizer, mas sim o que a imagem transmite, essa leitura é pessoal e única, mas com o passar do tempo a primeira leitura pode ser modificada feita por uma mesma pessoa. No momento de uma captura fotográfica, o fotógrafo ou fotógrafa, realiza mentalmente sua composição e poderá completá-la via software de edição de imagem.
• Então, para fazer uma captura o fotógrafo ou fotógrafa precisa saber olhar, ele é tudo na fotografia, não importa o equipamento. Isso acontece com o observador ou expectador, o olhar é dele e de mais ninguém.
• No processo de arte-alfabetização treinar esse olhar favorecerá a leitura mais ampla e completa, não apenas da imagem, mas também da escrita. Nas imagens abaixo, à esquerda as originais, à direita, algumas informações iniciais para a leitura.
• O importante é fazer uma leitura completa, o explícito é fácil de ler, mas e o implícito, como identificá-lo? A publicidade e a imprensa usam esses recursos para vender e até enganar seu consumidor, principalmente quando deseja induzi-lo (o leitor) à sua opinião (o vendedor). Se a leitura de uma imagem for bem produzida, o leitor não será enganado e induzido ao erro. Um exemplo bem comum são as imagens das pirâmides, que aparecem, na maioria das vezes, em um grande deserto, mas que na realidade está bem próxima da cidade do Cairo, das pirâmides pode se vê-la ao fundo.
• Treinar o olhar para a leitura crítica e verdadeira não é fácil, pois muitos fatores interferem nesse processo, como, os celulares e smartphones, que são projetados para serem intuitivos, portanto, não precisa pensar. Essa condição leva a uma criança, jovem ou adulto a uma leitura primária, seja da escrita ou de uma imagem (desenho, pintura, escultura, cinema, fotografia, vídeo...).
• Na prática não basta ler o elemento/modelo em foco, é preciso relacioná-lo ao fundo e até ao primeiro plano, mesmo que eles não estejam em foco. Leva-se em conta as formas, cores, tons e neutros (branco, preto e os tons de cinza), os contrastes e a informação que transmitem. A luz, se natural ou artificial, caso da borboleta onde foi usado o flash. Observar os detalhes da imagem e o que eles interferem na leitura. Na imagem fotográfica da borboleta a profundidade de campo é bem pequena, ou seja, o fundo não está em foco (nítido), diferentemente em relação à segunda foto, do elefante, com um fundo mais nítido, ou seja, com grande profundidade de campo, mas não total. Nota: Caso desejar maiores informações vá ao site FotoMBoé (www.fotomboe.com), que tem como tema a fotografia e é voltado às pessoas que desejam deixar de ser acionadores do botão disparador da câmera, celular, smartphone, tablet etc.
• A luz nos permite enxergar, mas também perceber a distância entre elementos, naturais ou artificiais; perceber as formas e principalmente o volume com as passagens do claro para o escuro (luz e sombra). Começar pelo mais simples é fundamental, portanto, entender a luz e sua ação e resultado já levará a uma leitura mais precisa e interessante.
 Alfabetizar com Arte - 01
Por: Vivaldo Armelin Júnior
• Alfabetizar com as Artes é a maneira mais eficiente e que realmente proporciona a verdadeira construção do conhecimento, consequentemente o desenvolvimento cognitivo.
• As Artes proporcionam a leitura midiática, um processo que é desenvolvido antes mesmo da criança adentrar as salas de aula.
• Porém, esse processo é esquecido quando é iniciado o processo de alfabetização. Por quê? Não é culpa do professor, mas sim em função dos projetos apresentados pelos nossos governantes que valorizam apenas o aprendizado da escrita e da leitura da escrita.
• Os nossos governantes não tem o mínimo envolvimento com o processo educacional, pois não modificam o mais importante, a estrutura.
• A “leitura midiática” ocorre desde a Pré-história, desde o tempo dos desenhos e das pinturas nas paredes das cavernas. O desenho e a pintura rupestre, apesar de não ter, na época, essa função é informação, também a perpetuação do conhecimento.
• Alfabetizar integrando obras das linguagens expressivas é um processo que favorece uma maior integração entre o conhecimento e os meios de comunicação e expressão humana.
• O ser humano se comunica de diversas maneiras e estas formas de comunicação e expressão estão presentes desde o nascimento, como o choro, expressão facial, os gestos etc.
• Na sala de aula concentra-se apenas no aprendizado da escrita e no desenvolvimento da leitura da escrita.
• Por essa razão, apresentamos uma proposta de trabalho a partir da leitura midiática. São várias as possibilidades de leitura e depois do aprendizado da escrita.
• Vale lembrar que cada uma das letras, sílaba ou palavra não passa de um desenho, muitas vezes linear, que por convenção passa a ter um significado e sentido, mas não deixa de ser um desenho abstrato.
• A primeira imagem, original, proporciona um trabalho muito rico para o processo de alfabetização, tanto da escrita, bem como da leitura midiática e não apenas da leitura da escrita, por sinal, esta é também parte da leitura midiática, pois a escrita é um meio de comunicação e expressão.
• A leitura midiática tem significância, por essa razão, favorece a construção do conhecimento, além do mais proporciona automaticamente a inter-relação de conteúdos e a interdisciplinaridade.
• Observar que na segunda imagem fizemos a indicação com setas de áreas da imagem, são apenas alguns exemplos, para identificar os pontos de estudo.
• Na terceira imagem, descrevemos algumas das palavras que identificam cada uma das indicações.
• Na quarta e última, as cores são identificadas, mais palavras para o processo de alfabetização.
• É óbvio que para iniciar esse processo o alfabeto deverá ser apresentado para o aluno e as sílabas serão apresentadas durante o processo.
• A terceira imagem será apresentada ao aluno após ele fazer a identificação, o mesmo para as cores.
• Vale lembrar que um meio de comunicação proporciona duas formas de leitura, a explícita – que é visível, e a implícita – que está “oculta”.
• Estas devem estar presentes durante a análise. A imagem escolhida favorece ricamente as duas leituras.
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