Agir01 - ArteEducarJun15

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Leitura de imagens - 01
Por: Vivaldo Armelin Júnior - Ago./19

• A leitura de uma imagem não é tão simples como pode parecer, não é apenas olhá-la e já foi feita a leitura. É preciso entender a sua composição, não tentar dizer o que o ou a artista desejou dizer, mas sim o que a imagem transmite, essa leitura é pessoal e única, mas com o passar do tempo a primeira leitura pode ser modificada feita por uma mesma pessoa. No momento de uma captura fotográfica, o fotógrafo ou fotógrafa, realiza mentalmente sua composição e poderá completá-la via software de edição de imagem.
• Então, para fazer uma captura o fotógrafo ou fotógrafa precisa saber olhar, ele é tudo na fotografia, não importa o equipamento. Isso acontece com o observador ou expectador, o olhar é dele e de mais ninguém.
• No processo de arte-alfabetização treinar esse olhar favorecerá a leitura mais ampla e completa, não apenas da imagem, mas também da escrita. Nas imagens abaixo, à esquerda as originais, à direita, algumas informações iniciais para a leitura.
• O importante é fazer uma leitura completa, o explícito é fácil de ler, mas e o implícito, como identificá-lo? A publicidade e a imprensa usam esses recursos para vender e até enganar seu consumidor, principalmente quando deseja induzi-lo (o leitor) à sua opinião (o vendedor). Se a leitura de uma imagem for bem produzida, o leitor não será enganado e induzido ao erro. Um exemplo bem comum são as imagens das pirâmides, que aparecem, na maioria das vezes, em um grande deserto, mas que na realidade está bem próxima da cidade do Cairo, das pirâmides pode se vê-la ao fundo.
• Treinar o olhar para a leitura crítica e verdadeira não é fácil, pois muitos fatores interferem nesse processo, como, os celulares e smartphones, que são projetados para serem intuitivos, portanto, não precisa pensar. Essa condição leva a uma criança, jovem ou adulto a uma leitura primária, seja da escrita ou de uma imagem (desenho, pintura, escultura, cinema, fotografia, vídeo...).
• Na prática não basta ler o elemento/modelo em foco, é preciso relacioná-lo ao fundo e até ao primeiro plano, mesmo que eles não estejam em foco. Leva-se em conta as formas, cores, tons e neutros (branco, preto e os tons de cinza), os contrastes e a informação que transmitem. A luz, se natural ou artificial, caso da borboleta onde foi usado o flash. Observar os detalhes da imagem e o que eles interferem na leitura. Na imagem fotográfica da borboleta a profundidade de campo é bem pequena, ou seja, o fundo não está em foco (nítido), diferentemente em relação à segunda foto, do elefante, com um fundo mais nítido, ou seja, com grande profundidade de campo, mas não total. Nota: Caso desejar maiores informações vá ao site FotoMBoé (www.fotomboe.com), que tem como tema a fotografia e é voltado às pessoas que desejam deixar de ser acionadores do botão disparador da câmera, celular, smartphone, tablet etc.
• A luz nos permite enxergar, mas também perceber a distância entre elementos, naturais ou artificiais; perceber as formas e principalmente o volume com as passagens do claro para o escuro (luz e sombra). Começar pelo mais simples é fundamental, portanto, entender a luz e sua ação e resultado já levará a uma leitura mais precisa e interessante.
 Alfabetizar com Arte - 01
Por: Vivaldo Armelin Júnior
• Alfabetizar com as Artes é a maneira mais eficiente e que realmente proporciona a verdadeira construção do conhecimento, consequentemente o desenvolvimento cognitivo.
• As Artes proporcionam a leitura midiática, um processo que é desenvolvido antes mesmo da criança adentrar as salas de aula.
• Porém, esse processo é esquecido quando é iniciado o processo de alfabetização. Por quê? Não é culpa do professor, mas sim em função dos projetos apresentados pelos nossos governantes que valorizam apenas o aprendizado da escrita e da leitura da escrita.
• Os nossos governantes não tem o mínimo envolvimento com o processo educacional, pois não modificam o mais importante, a estrutura.
• A “leitura midiática” ocorre desde a Pré-história, desde o tempo dos desenhos e das pinturas nas paredes das cavernas. O desenho e a pintura rupestre, apesar de não ter, na época, essa função é informação, também a perpetuação do conhecimento.
• Alfabetizar integrando obras das linguagens expressivas é um processo que favorece uma maior integração entre o conhecimento e os meios de comunicação e expressão humana.
• O ser humano se comunica de diversas maneiras e estas formas de comunicação e expressão estão presentes desde o nascimento, como o choro, expressão facial, os gestos etc.
• Na sala de aula concentra-se apenas no aprendizado da escrita e no desenvolvimento da leitura da escrita.
• Por essa razão, apresentamos uma proposta de trabalho a partir da leitura midiática. São várias as possibilidades de leitura e depois do aprendizado da escrita.
• Vale lembrar que cada uma das letras, sílaba ou palavra não passa de um desenho, muitas vezes linear, que por convenção passa a ter um significado e sentido, mas não deixa de ser um desenho abstrato.
• A primeira imagem, original, proporciona um trabalho muito rico para o processo de alfabetização, tanto da escrita, bem como da leitura midiática e não apenas da leitura da escrita, por sinal, esta é também parte da leitura midiática, pois a escrita é um meio de comunicação e expressão.
• A leitura midiática tem significância, por essa razão, favorece a construção do conhecimento, além do mais proporciona automaticamente a inter-relação de conteúdos e a interdisciplinaridade.
• Observar que na segunda imagem fizemos a indicação com setas de áreas da imagem, são apenas alguns exemplos, para identificar os pontos de estudo.
• Na terceira imagem, descrevemos algumas das palavras que identificam cada uma das indicações.
• Na quarta e última, as cores são identificadas, mais palavras para o processo de alfabetização.
• É óbvio que para iniciar esse processo o alfabeto deverá ser apresentado para o aluno e as sílabas serão apresentadas durante o processo.
• A terceira imagem será apresentada ao aluno após ele fazer a identificação, o mesmo para as cores.
• Vale lembrar que um meio de comunicação proporciona duas formas de leitura, a explícita – que é visível, e a implícita – que está “oculta”.
• Estas devem estar presentes durante a análise. A imagem escolhida favorece ricamente as duas leituras.
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