A INTER-RELAÇÃO DE CONTEÚDOS - I - ArteEducarJun15

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REESCRITO 2008
Por: Vivaldo Armelin Júnior - 2006 - Parte VI
  • A pluralidade do conhecimento muitas vezes não é bem definida na sala de aula e as disciplinas se isolam do todo, fecham-se no seu mundinho de informações e conquistas. Uma situação extremamente contrária à inter-relação de conteúdos, não apenas levando em conta o conteúdo, mas também a metodologia. É um processo que priorizará o conhecimento por meio da informação, como era a característica da educação tradicional. Não se trata de criticar aquele processo, pois devemos entender que ele atendia às necessidades daquela época e tinha a sua eficiência num mundo onde a informação não chegava em tempo real e a evolução ou avanço do conhecimento não era tão rápido.

  • A questão pluralidade dos conhecimentos é pouco abordada dentro do processo de ensino/aprendizagem por não estar direcionada à construção do conhecimento na maioria das aulas, muito menos numa visão associativa, ou seja, o processo ensinar/aprender não é plural, ele, na maioria das vezes, é sim unidirecional. Por quê? Porque vai sempre em um único sentido, do professor para o aluno. No entanto, quando acontece a inter-relação dos conteúdos a pluralidade não é apenas o ensinar/aprender passa a ser ensinar/aprender/descobrir, pois permite que professores e alunos se interajam durante processo, quando ambos estão construindo o conhecimento e dominando o saber. A visão associativa nesse processo é caracterizada pela busca do conhecimento do "todo" e como esse "todo" funciona ou é formado.

  • Os profissionais da educação tem que ter condições de trabalho que lhe favoreça e permita perceber que não há como manter aulas nas mesmas condições metodológicas do século passado (XX), dentro ou fora da sala de aula. Essa condição passa pelo repensar, reestruturar e o como realizar o seu trabalho permeado em métodos que proporcionem a continuidade e nunca sejam estanques ou finais, mas também por investimentos físicos e materiais por parte dos responsáveis pela administração, prefeituras, estados, união e proprietários de escolas privadas.

  • Nada está isolado em nosso pequenino mundo, ou melhor, universo, então por que o mesmo não pode ocorrer na sala de aula?

  • O aluno só sentirá motivado quando ele for parte do processo ensino/aprendizagem/descoberta e não mais apenas como um receptor de informações “incontestáveis” vinda de um professor que “domina” um determinado saber.

  • As Ciências hoje em dia definem que tudo aquilo que é verdadeiro neste momento será uma inverdade amanhã, pois novas descobertas serão feitas e tudo que foi proposto ou descoberto num dado momento poderá até mesmo ser desprezado no futuro e, muitas vezes, aquilo que era uma mentira passe a ser uma verdade.

  • Tomando como base este contexto é possível concluir que não se pode apresentar uma informação sem que haja uma interação entre professor/aluno e aluno/professor e que ambos respeitem a vivência local e espacial de cada parte, na maioria das vezes, em nossos dias, gerada pela tecnologia. Uma tecnologia que encurta distâncias, facilita a busca pelo conhecimento, traz informações, em tempo real, do outro lado do mundo, que proporciona a interação entre o usuário e a máquina e/ou outro usuário, de forma virtual e que mesmo distantes, poderão se comunicar através dos recursos e ferramentas multimídia (som, imagem estática, animação, vídeo, texto etc.).

  • A realização da inter-relação de conteúdos não pode se basear apenas transmissão informações, como já descrevemos em outro texto, seja por parte do professor ou até mesmo do aluno. Ela deve ocorrer associada à algumas condições e necessidades específicas de cada conteúdo, conduzindo a integração entre professor e aluno, no que se refere ao comprometimento e compromisso.

  • Favorecer a busca de conhecimentos plurais e interdisciplinares é a meta mais próxima da realidade do século XXI.

  • Provavelmente surgirá uma pergunta: Por que sempre aparece a interdisciplinaridade? É muito simples, a inter-relação de conteúdos conduz a interdisciplinaridade. O horizonte do conhecimento fica mais próximo e em conseqüência, mais motivador.

  • É preciso destacar que ninguém deva achar que tudo será maravilha, mágico e com excelentes resultados, repleto de realizações boas e agradáveis, surgirão problemas durante o processo e diferenças quanto aos resultados entre turmas distintas, mesmo sendo da mesma unidade escolar. É esse o grande trunfo da chamada pedagogia diferenciada, não apenas por favorecer a busca por um saber, mas entender o processo e construir o conhecimento a partir da pesquisa, análise, conclusão, crítica e construção.

  • A tecnologia permite a informações, mas principalmente a comunicação e por conseqüência a troca de conhecimento, quando os questionamentos e discussões são abertas e sem fronteiras, com uma facilidade nunca imaginada pelo ser humano, nem mesmo pelos grandes visionários da literatura, do cinema e da televisão com suas ficções científicas que viveram antes do advento da Internet.

  • a. Em tempos não tão remotos para se obter uma informação sobre o trabalho de pesquisa desenvolvido por uma Universidade haviam poucas opções, ou a pessoa residia na cidade onde a Universidade estava localizada ou teria que usar os Correios, fazer uma solicitação para a Universidade, esperar a sua aprovação, pagar taxas para a reprodução do material solicitado e esperar muitas vezes até seis meses, um ano ou mais, pois dependia da burocracia e do sistema de comunicação.


  • Hoje, com a Internet e uma pesquisa bem direcionada, a resposta poderá ser obtida em questão de minutos.

  • Então nos é permitido concluir que a sala de aula é um local de pesquisa, onde aluno e professor interajam a todo momento fazendo uso da tecnologia. Vale lembrar que tecnologia não é apenas o computador, mas também o rádio, fotografia em filme ou digital, televisão, jornal, o próprio caderno do aluno etc.

  • Toda essa tecnologia permite a um artistas plásticos  desenhar, esculpir ou modelar uma forma, por exemplo a humana, possa pesquisar na rede mundial de computadores e definir o seu desenho, sua pintura ou escultura baseado na pesquisa de outras obras de arte.

  • Mas não basta conhecer as características externas de um corpo humano, pois desta maneira seria impossível representá-lo de forma adequada. Alguns anos atrás era necessário o estudo em cadáveres, a dessecação de corpos, no entanto, nos nossos dias, esse mesmo estudo pode ser feito utilizando cópias de radiografias, ultra-som, tomografia etc. Todo esse material está disponível na Internet. O estudo dos ossos, músculos, peles que compõem o corpo humano está disponível, gratuitamente, na rede.


  • É preciso que este artista tenha pleno conhecimento do interior de qualquer corpo, pois apenas desta maneira ele poderá representar o peso ou a leveza, o equilíbrio e o desequilíbrio. para isso ele precisa saber se o elemento é oco ou maciço, qual é a sua massa, o que proporciona a sua forma externa e que faz parte de seu interior, entre tantas outras questões.

  • No exemplo do corpo humano o trabalho feito pelo artista plástico é interdisciplinar, pois envolveu Ciências, Matemática, Anatomia, Medicina, Biologia etc.

  • Mais uma vez é preciso destacar a importância da inter-relação de conteúdos, uma vez que nem sempre é possível a interdisciplinaridade.

O Erro, mais uma vez o erro!

  • A inter-relação de conteúdos não pode acontecer quando pensamos de forma isolada ou limitada, mesmo que o assunto ou tema restrinja uma pesquisa. É necessário sempre tentar a busca pelos saberes a partir de caminhos variados, mesmo que ele conduza ao erro. O erro é parte do processo pela busca dos saberes, ou seja, o da construção do conhecimento. Um artista quando representa através do seu trabalho um modelo precisa ter conhecimentos bem variados, que vão além das suas habilidades e capacidades técnicas, mesmo quando são autodidatas, seja na produção de uma obra artesanal ou uma obra de arte, por exemplo: os efeitos provocados pelo claro/escuro, a variação ou gradação dos tons, a opacidade e a transparência...

  • Quando está pintando uma paisagem será preciso que tenha de alguma forma domínio sobre a ação da luz que envolve e transforma os elementos que compõem o ambiente (e que serão usados como modelo), a textura e a capacidade de absorção/reflexão da luz, a massa (para determinar o peso da forma em seu meio) etc.

  • Uma pena não pode ser representada da mesma maneira que uma pedra e assim por diante. É esta busca pela pluralidade dos saberes que levam muitas pessoas a dizer que alguns artistas estão além do seu tempo, porém sabemos que ele apenas observou seu meio e vislumbrou no que poderá resultar determinada ação humana, fato muito comum na literatura clássica ou moderna, no cinema, nas artes plásticas, na televisão e nas artes digitais.


Conclusão

  • Quando o professor trabalhar envolvendo a inter-relação dos conteúdos, dentro e fora da sala de aula, por meio de projetos e da pesquisa, das tentativas que vão do erro para o acerto ou do acerto para o erro, até conquistar o conhecimento, a criticidade, a capacidade de construir e assim chegar a uma conclusão será um momento de interação e comunicação bidirecional.

  • A diferença relacionada à pedagogia tradicional e a diferenciada é que na conclusão de um trabalho não será o fim, mas sim provocação para a busca por outras respostas e novas conclusões, nem sempre dominadas pelo professor, por esse motivo ele deve ser parte integrante do processo e evitar respostas como: "Este assunto é pertinente a séries futuras", "Não adianta explicar que vocês não vão entender", em vez de "Vou buscar uma solução ou resposta".

ANTERIORES


REESCRITO 2008
Por: Vivaldo Armelin Júnior - 2006
  • Pensar em interdisciplinaridade sem antes entender o que é uma inter-relação de conteúdos não proporcionará bons resultados. Um dos motivos é a falta da visão associativa entre as disciplinas e os conteúdos. Surge então uma questão: O que é visão associativa?

  • É muito simples! Trata-se nada mais, nada menos que ligação ou integração entre os conteúdos e disciplinas. Veja o exemplo a seguir:

  • Um Professor de Português trabalha a palavra carro (um substantivo) e as palavras compostas, como: carro alegórico, carro-bomba, carro de boi, carro de carga, carro de mão, carro de passeio, carro de passageiros, carro de praça etc.

  • Um trabalho simples de definição dessas palavras nos reportará a uma aula tradicional. Nessa situação o aluno terá uma visão muito pequena sobre essas denominações.

  • Por sua vez, quando o professor educador, sabedor de seus objetivos favorece a pesquisa e a busca pelo entendimento de cada palavra com a inter-relação de conteúdos.

  • Para que ele inter-relacione conteúdos é importante que seja feito, além do estuda da palavra, uma análise deste meio de transporte e até mesmo a produção de um veículo em miniatura ou em escala, e ainda, estudar a origem do material utilizado para construí-lo.

  • Nessa proposta seriam envolvidas três disciplinas, no mínimo Português, Matemática e Artes. O processo é simples, pois é o aluno que irá buscar através de pesquisas, outras soluções e respostas.

  • De que forma isso acontece?

  • Vamos levar em conta que ele está analisando a palavra carro de passageiros.

  • O que é um carro de passageiros? Em uma primeira análise se conclui que é um carro que transporta pessoas.

  • Mas, como é este carro? Neste momento se faz uma descrição do veículo, informando o número de portas, a forma do veículo, quantos passageiros ele transporta, quantos bancos ou assentos possui, o tamanho do veículo, o material que é feito (chapa metálica, fibra de vidro, etc.), sua cor, combustível usado, consumo, quando foi produzido o primeiro carro, por quem e onde etc.

  • É desta maneira que se tem início a inter-relação de conteúdos. Quando o Professor de Português faz este tipo de análise e desenvolvimento de seu trabalho, ele se envolve com outros conteúdos e se aproxima da visão associativa. Ao dar explicações sobre as formas do carro estará inter-relacionando com Arte, pois estará discutindo o desenho, a funcionalidade, a modelação das chapas que dão a forma ao veículo. Quando debate o material que foi fabricado o veículo ocorre a associação entre Ciências e Geografia, pois podemos discutir como é produzido o metal, sua origem, a extração, o local onde é encontrado o mineral, se é puro ou uma liga, etc. No momento que aborda o tipo de combustível estará novamente envolvendo ciências, quanto a maneira que ele é produzido, se é natural (de origem vegetal) ou química (artificial), onde é extraído ou colhido, qual é o processo industrial necessário para produzi-lo, entre outras possibilidades. Uma análise histórica envolve obviamente a disciplina de História, quando o professor discutirá e proporcionará a oportunidade da pesquisa e discussão, através de problematizações, como: Qual era a situação econômica, social e política da época? Em que contexto ele foi produzido? Quem foi(ram) os primeiros a produzi-lo? Por quê?

  • Neste exemplo ocorreu a inter-relação de conteúdos, de forma bastante simples, mas já é um primeiro passo.

  • Esta situação de trabalho conduz o aluno a um maior interesse, por não restringir a análise, pesquisa, busca por solução a um problema. No entanto é preciso ter consciência que a inter-relação de conteúdos ou interdisciplinaridade será a solução para os problemas relacionados à educação. Estas "ferramentas" fazem parte de um processo mais dinâmico e que favorece a construção do conhecimento e a conquista do saber.

REESCRITO 2008
Por: Vivaldo Armelin Júnior - 2006 - Parte I
  • Muitos professores tem dificuldade em realizar a inter-relação de conteúdos porque foram formados na visão fragmentária. Essa dificuldade em colocar em prática a inter-relação e a visão associativa não é um mero desleixo ou falta de vontade, na realidade está associada à uma formação que visou apenas o conteúdo da própria disciplina, ou seja, o problema não está no professor do ensino fundamental I, II ou Médio e sim na dos professores universitários que insistem em manter uma formação tradicional. Vale destacar que muitos professores universitários estão buscando métodos inovadores e que conduzam a uma pedagogia diferenciada.

  • Além da formação ineficiente, outro problema sério está na visão e entendimento do conteúdo. O aluno precisa perceber para que serve o conteúdo que está aprendendo, para melhor entendimento, abaixo, algumas perguntas para reflexão:

• No que será útil o conteúdo estudado?
• Existe uma utilização prática?
• Qual é ela?
• Qual é a sua função?
• Por que devemos conhecê-lo?

  • Infelizmente é preciso destacar que a maioria dos cursos de formações de professores e faculdades não prepara o Professor para esta visão mais ampla, dinâmica e compromissada.

  • Uma visão ampla no que se refere às possibilidades de conquista do conhecimento e a qualidade na busca da informação metodológica, didática e pedagógica. Um bom trabalho apresenta uma dinâmica que vai exigir do aluno dedicação, motivar o interesse e a necessidade para a busca de uma solução, ou seja, a pesquisa.

  • O compromisso está associado ao interesse, vontade e motivação, mas também ao fazer, ou melhor, ser capaz de fazer, de ser desafiado, de superar barreiras etc.

  • O conteúdo, ao contrário do que foi dito por muitos, não deve ser esquecido, mas sim repensado e rediscutido, por essa razão veja algumas perguntas para reflexão, análise e a busca de uma conclusão:


  • a. Para que serve o conteúdo estudado? Como aplicá-lo?(Individualizar os conteúdos depois de pensar no todo!)

  • b. Na prática ele (o conteúdo) proporcionará a construção, por exemplo, de algum objeto, gráfico, teoria, todos relacionados à construção do conhecimento e/ou ampliará as possibilidades e a continuidade pela busca pelo saber?

  • b1. O que é um estudo mais amplo?

  • c. A visão associativa proporcionará ou não um estudo mais amplo? Como?

  • d. Qual(is) a(s) possibilidade(s) de uso diário e na prática do(s) conhecimento(s) obtido(s)? Como e por quê?

  • e. Qual a importância de um projeto?


  • Observar que estas questões não estão relacionadas a um conteúdo específico, mas sim às possibilidades de utilizá-los nas várias situações do dia-a-dia em todas as áreas do conhecimento e disciplinas escolares.

  • As perguntas levam a uma resposta ou solução quando da realização de ações e atividades práticas.

  • É necessário entender que, por exemplo, não adianta ensinar a fazer cálculos matemáticos se não são apresentadas as suas possibilidades práticas e de utilização.

  • Baseados nesse exemplo acima pode-se fazer uma indagação: Do que adianta aprender a fazer uma equação de primeiro ou segundo grau se não se sabe para que serve?

  • A ocultação da função destes cálculos matemáricos lavam a desmotivação e o desinteresse, pois conduz ao pensamento de que aquela operação não serve para nada.

  • É importante e preciso que o aluno tenha acesso a teoria, no entanto, a prática deve ser parte do processo, não apenas no que se refere a maneira que se faz uma operação matemática. É na prática que o aluno tem a possibilidade de ampliar o conhecimento, conseqüentemente entender uma teoria, pois estaremos fazendo uma associação entre teoria e prática.

  • Foi dado um exemplo envolvendo a disciplina Matemática, mas a situação se aplica a qualquer outra área de conhecimento ou disciplina escolar.

  • Para que ocorra uma verdadeira inter-relação de conteúdos é necessário que o Educador amplie seus conhecimento, passe a se informar não apenas sobre sua especialização, mas também "invadindo" outras na busca das possibilidades de aplicação e uso, em outras palavras, refletir e elaborar como trabalhar, como organizar, como desenvolver, como fazer, como concluir...

  • Outro bom exemplo é a porcentagem e a estatística, que permitem ao Professor  solicitar um trabalho de campo, com pesquisas de preços e medidas, não apenas para Matemática, mas para todas as disciplinas.

  • Simultaneamente é possível trabalhar na prática a porcentagem dos impostos sobre os preços, a variação dos preços, a relação preço e unidade de medida adotada, o tipo de produto, a sua origem e a relação com o aumento do custo de vida, a embalagem, informações sobre o produto, ingredientes, receitas constantes na embalagem etc.


  • Também poderá ser parte de um projeto interdisciplinar, veja algumas opções abaixo:

  • Relacionar o preço à quantidade vendida.

  • A relação entre o custo de um produto industrializado e um não industrializado.

  • A relação entre um produto vendido a granel e um embalado.

  • A análise das unidades de medidas adotadas pelo comércio e indústria.

  • O por que das embalagens que chamam a atenção do consumidor?

  • Os profissionais envolvidos na produção desde da matéria-prima até o produto final, embalagem, publicidade etc.

  • Quando obtidas essas informações, conduzir o aluno na busca de responda as outras questões, através da problematização:

  • Qual é a origem do produto estudado?

  • Um produto agrícola é menos importante que um industrializado?

  • Onde temos maiores chances de emprego, no campo, na indústria, no comércio ou nos serviços?

  • O produto estudado é originário de um serviço industrial (por exemplo, o serviço de embalagem) ou de um processo modificação industrial?

  • Por que o produto é vendido em alguns lugares com base em uma unidade de medida e em outros adotam outro tipo (por exemplo: quilo x dúzia)?

  • Como se chega ao preço dos produtos?

  • E os descontos sobre os preços dos produtos?

  • E esta história de leve 2 pague 1 ou leve 3 pague 2. Realmente o preço está correspondendo?

  • Por fim a publicidade. O(s) meio(s) de Comunicação. A estratégia adotada...

  • Outros exemplos possíveis:

  • Estudar como é feito o transporte e quais são as etapas industriais que são submetidos até chegar as prateleiras do supermercado.

  • Observem que nestas proposta exemplo são envolvidas as disciplinas: Geografia, Matemática, Ciências e História e caso os produtos forem embalados e o uso da publicidade, serão envolvidas as disciplinas Artes, Português ou Língua Estrangeira (se importado), Química, Física, Educação Física, Filosofia etc.


  • Exemplo na Construção Civil

  • Várias questões poderão ser abordadas e estudadas, mesmo que não seja feita uma visita a um canteiro de obras.

  • É óbvio que a visita a um canteiro de obras é a melhor solução, mas quando isso não for possível a visita poderá ser feita a uma loja que comercialize material de construção, não importando o seu tamanho, poderá ser uma pequena, média ou grande loja. O importante é a possibilidade do aluno fazer perguntas e indagações sobre os produtos, sua utilização etc.

  • Como trabalhar a construção civil na sala de aula?

  • Como calcular a área?

  • O que é unidade de medida? Quais são as unidades de medida mais comuns?

  • O que é uma unidade de medida elevada ao quadrado (m2; cm2; km2 etc.)? O que é área?

  • O que é uma unidade de medida elevada ao cubo (m3; cm3; km3 etc.)? O que é volume?

  • O que é um projeto e uma planta baixa?

  • Qual a origem dos produtos pesquisados? Extrativista, industrial ou extrativista industrializado?

  • Quais são os cálculos que preciso fazer para construir uma pequena casa?  Como calculo a quantidade de material? Qual o custo? Como comprar?

  • Quantos tijolos e telhas serão necessários?  E cimento, areia e cal?

  • De onde surgiu o termo "feito nas cochas"? Qual a relação com a telha de argila queimada no formato semicircular?

  • Como calculo o custo de uma edificação?

  • Quais são os profissionais necessários para fazer uma construção?

  • Como calculo: área construída e a área útil?  Qual a diferença entre as duas medidas?

  • O que é escala?  Por que os engenheiros e arquitetos usam esta técnica?

  • No que ela ajuda em uma construção?

  • Como faço um projeto e as suas medidas?

  • O que é uma maquete? Como posso fazer uma?

  • Como todo trabalho, no dia-a-dia, se faz necessário uma boa pesquisa e, na inter-relação de conteúdos não é diferente, sem ela não há como proporcionar esta ação e atividade educativa.

  • Para que seja possível a obtenção de bons resultados é necessário uma complementação na qualidade da informação, mesmo aquela mais simples, é por este motivo que a pesquisa se faz necessário, pois qualquer dúvida deve ser esclarecida a partir de pesquisa.


  • O maior aliado de um Professor é a boa qualidade da informação pesquisada e discutida. Esta troca entre aluno e professor deve ser permanente. Mais uma vez temos a visão associativa funcionando, mesmo em se tratando de assuntos que não estejam aparentemente relacionados.

REESCRITO 2008
Por: Vivaldo Armelin Júnior - 2006 - Parte II
  • A visão associativa proporciona o enriquecimento da informação e do conteúdo a ser estudado na teoria e na prática.

  • Como exemplo são as necessidades de um determinado produto que será desenvolvido por um designer (desenhista industrial), por exemplo, a elaboração e criação do corpo de um aparelho eletrodoméstico como de um ferro de passar roupas, liquidificador, batedeira, forno microondas etc.

  • A função desse profissional é a de desenhar a caixa externa que cobrirá todo o aparato interno, como fiação, resistência, termostato, motor, emissor de microondas etc. Esta caixa deverá atender a alguns requisitos básicos e altamente necessários, como:

  • Funcionalidade, aparência (estética e beleza), volume, peso, resistência térmica, resistência a choque, manuseabilidade  etc.
  • Para que consiga realizar seu trabalho terá que usar várias informações obtidas em disciplinas isoladas e uni-las aos seus objetivos. Por exemplo, o projeto (desenho) está relacionado à disciplina Arte e Matemática; o  funcionamento do equipamento à Física, Ciências, Matemática, Mecânica... Informações baseadas na aerodinâmica, no atrito, como exemplo o ferro de passar roupa, que possui uma base que será atritada a roupa; à resistência térmica (transmissão do calor para a roupa e não para as mãos) etc.
  • Também são destacadas as descrições e indicações necessárias para o manuseio deste aparelho, por meio de um manual, como: controle de temperatura, informação técnicas de conservação e uso, cuidados etc.

  • O manual está relacionado à disciplina de Português ou Língua Estrangeira, Arte, Matemática, Ciências, História, Geografia etc. Mas antes deste trabalho todo, o design, precisou fazer uma boa pesquisa Histórica, Técnica e Artística, pois ele precisará saber qual é a forma ou tamanho do ferro preferido por quem o utilizará. Também a(s) cor(es) que será(ão) oferecida(s), se lisa ou texturada, opaca ou brilhante. A embalagem, quando houver, será analisada quanto a sua forma, impressão, cor, disposição do texto informativo, da imagem do aparelho e o nome comercial deste aparelho, o tipo de letra que comporá o nome, o tamanho, a cor etc.


  • É possível perceber que este profissional não fragmentou seu conhecimento para produzir a caixa (a pele) do ferro de passar roupa. Mas para que ele pudesse aprender, com maior facilidade, houve um desmembramento a partir de um todo, mas não uma desvinculação deste todo.

  • Na escola as disciplinas são separadas com esta finalidade, mas não poderá haver um quebra na formação do todo. Não podemos proporcionar uma aula de Português ensinando apenas os conteúdos de gramática e ortografia, sem que haja um trabalho voltado à escrita (que é um ato relacionado ao desenho) e quando envolvemos a escrita, estamos sendo forçados à busca de informações sobre assuntos bem diversos, como a leitura da escrita e midiática.

  • Observe que para a produção deste texto muitas vezes teremos que buscar informações técnicas e científicas, artísticas, históricas, geográficas... Quando o Professor aproveitar este momento  proporcionará uma inter-relação de conteúdos, pois abordará de forma clara a relação com o conteúdo ensinado e as outras áreas do conhecimento.

  • O Professor de ciências poderá aproveitar experiências sobre reações químicas e favorecer a construção do conhecimento por meio da produção de tinta. Outro aspecto inerente, a mistura das cores e, por fim, com o material produzido, solicitar ao aluno que ele escreva, pinte ou desenhe descrevendo o processo científico que foi necessário para a produção da tinta. Toda mistura de cores proporcionará uma reação química e que poderá ser estudada mais atentamente, não apenas a experiência visual do ato.

  • Uma cozinheira quando esta fazendo um bolo, por exemplo, estará obrigatoriamente relacionando conteúdos bem diversos, mais uma vez a idéia e visão associativa.

  • Um simples bolo poderá levar a descoberta de informações históricas que surpreenderá a todos envolvidos. A receita é um texto (Português), as quantidades indicadas neste texto envolvem Matemática, cada produto tem uma origem específica, como: o leite, o açúcar, a farinha, o ovo, a manteiga e o fermento (Ciências e Geografia). A forma do bolo e o enfeite envolvem o trabalho artístico. Esse bolo é originário de uma receita anterior, geralmente passada de mãe para filha, portanto tem uma história.

  • Nada impede que esse trabalho culinário seja feito em sala de aula, pelo Professor de Português, Matemática, Geografia ou de Ciências, não o bolo, mas outras receitas mais simples, como sucos, lanches, etc.

  • O mais importante de tudo isso é que um único Educador tem a possibilidade de apresentar um conteúdo mais amplo, que não seja restrito apenas à sua área de conhecimento. Esse trabalho favoreceu a busca de informação(ões) e suporte(s) em outra(s) área(s).

  • Neste processo não foram envolvidos outros Professores porque eles ainda não se fizeram necessário e porque estamos descrevendo a inter-relação de conteúdo, no entanto quando o professor não é formado para a realização dessa etapa, será muito difícil acontecer a verdadeira interdisciplinaridade.

  • É por isso que é necessário entender e trabalhar a inter-relação de conteúdo antes de se trabalhar e entender a interdisciplinaridade. Pulando esta etapa não haverá interdisciplinaridade, por dois motivos:

  • a. Cada Professor estará trabalhando apenas o seu conteúdo e não haverá inter-relação de conteúdo entre estes profissionais.

  • b. A interdisciplinaridade exige conhecimento prévio e global do tema ou assunto trabalhado em uma aula ou atividade. A falta de preparo poderá gerar contradição entre as ações, metodologia e informações prestadas pelos Professores e, se isso ocorrer,  não será proporcionado ao estudante a construção do conhecimento.

  • Tanto o trabalho de inter-relacionar conteúdos e o da interdisciplinaridade exigirão uma boa formação dos professor, repetindo, não apenas no que se refere a seu conteúdo, mas em relação ao todo.

REESCRITO 2008
Por: Vivaldo Armelin Júnior - 2006 - Parte IV
  • A inter-relação de conteúdos é uma necessidade, pois não há como a escola continuar mantendo a fragmentação do conhecimento (em disciplinas estanques).
  • Para completar o texto acima vamos a um exemplo, agora com a disciplina Ciências. O Professor poderá aproveitar experiências sobre reações químicas e favorecer a construção do conhecimento por meio da produção de tinta, da fabricação de sabonete, sabão, vela, mas também na confecção de um bolo, bolinho, pastel, pizza, gelatina, pudim etc.

  • A produção da tinta favorecerá outros estudos de reações químicas, aderência, textura, massa etc. A mistura das cores, com o material produzido, proporcionará outras reações químicas a serem estudadas. O ato de pintar ou desenhar favorecerá o estudo da aderência da tinta sobre o suporte, a absorção da tinta pelo suporte, a cobertura, a massa, flexibilidade do suporte antes e depois da cobertura pela tinta.

  • Pintar ou desenhar descrevendo o processo científico que foi necessário para a produção da tinta e o resultante do ato não pode passar desapercebido, não pela explicação dada pelo professor, mas por meio de problematização lançada por ele.

  • Uma cozinheira quando esta fazendo um bolo, por exemplo, estará obrigatoriamente relacionando conteúdos bem diversos, mais uma vez a idéia e visão associativa estará presente durante o processo.

  • Um simples bolo poderá levar a descoberta de informações históricas que surpreenderá a todos envolvidos. A receita é um texto (Português, Matemática, Ciências, Artes - diagramação, impressão, escrita...), as quantidades indicadas neste texto envolvem Matemática e Ciências, cada produto tem uma origem específica, como é o caso do leite, o açúcar, a farinha de trigo, o ovo, a manteiga e o fermento.
  • A forma do bolo e o enfeite envolvem o trabalho artístico. Esse bolo é originário de uma receita anterior, geralmente passada de mãe para filha, portanto tem uma relação com História e até Folclore.

  • Nada impede que esse trabalho culinário seja feito em sala de aula, pelo Professor de Português, Matemática, Arte, Geografia ou de Ciências...

  • Outras receitas mais simples, como sucos, lanches, biscoitos recheados, também são uma excelente opção.

  • O mais importante de tudo isso é que um único Educador tem a possibilidade de apresentar um conteúdo mais amplo e mais rico, que não seja restrito apenas à sua área de conhecimento.

  • É possível concluir que esse trabalho favoreceu a busca de informação(ões) e suporte(s) em outra(s) área(s).

  • Nos exemplos não foram envolvidos outros Professores, de disciplinas diferentes, porque eles ainda não se fizeram necessário e porque estamos descrevendo a inter-relação de conteúdo, no entanto quando o professor não é formado para a realização dessa etapa, será muito difícil acontecer a verdadeira interdisciplinaridade.

  • É por este motivo que é necessário entender e trabalhar a inter-relação de conteúdo antes de se trabalhar e entender a interdisciplinaridade. Pulando esta etapa não haverá interdisciplinaridade, por dois motivos:


  • a. Cada Professor estará trabalhando apenas o seu conteúdo e não haverá inter-relação de conteúdo entre estes profissionais, portanto o aluno não saberá relacionar o conhecimento apresentado por cada uma das disciplinas envolvidas.

  • b. A interdisciplinaridade exige conhecimento prévio e global do tema ou assunto trabalhado em uma aula ou atividade. A falta de preparo poderá gerar contradição entre as ações, metodologia e informações prestadas pelos Professores e, se isso ocorrer,  não será proporcionado ao estudante a construção do conhecimento.


  • Tanto o trabalho de inter-relacionar conteúdos e o da interdisciplinaridade exigirão uma boa formação dos professor, não apenas no que se refere a seu conteúdo, mas em relação ao todo.

REESCRITO 2008
Por: Vivaldo Armelin Júnior - 2006 - Parte V
  • Nos testos anteriores abordando a inter-relação de conteúdos, tivemos a preocupação com a definição desse processo de trabalho. Como nos propomos a estar sempre acrescentando informações e enriquecendo as possibilidades de uma verdadeira construção do conhecimento, por parte do aluno e também do próprio professor, por esse motivo incluir mais um texto que favoreça um trabalho mais completo e não fragmentado é de grande importância para esse portal. É muito importante que o professor esteja preparado antes de tentar inter-relacionar conteúdos.

  • Todo conhecimento inicial do ser humano é baseado no que está vendo ou interferindo em suas necessidades, de maneira geral podemos dizer que esse conhecimento parte do "todo". O "todo", como sendo um inteiro, é a parte "maior", formado por outras partes menores e diferentes. O estudo deve partir do "todo" para depois haver um aprofundamento e detalhamento.

  • Com o aprofundamento dos estudos, pesquisas e descobertas, mas principalmente dos erros durante esse processo, é demonstrado que nada é tão simples como parece à primeira vista.

  • Essa situação é exatamente a que favorece e fortalece a curiosidade, a necessidade de uma resposta ou a solução e conseqüentemente o interesse. É essa situação que devemos proporcionar aos alunos, o que nos possibilita concluir que somos todos eternos alunos.

  • Mas, retornando à definição da inter-relação de conteúdos, como já foi descrito, todos nós professores precisamos ter um conhecimento mais amplo de nossas disciplinas, mas também da relação que cada assunto mantém com as demais. Não importa se somos professores do ensino pré-escolar, fundamental, médio, ou até mesmo do universitário. De nada adiantará ter um profundo conhecimento em um determinado assunto ou tema e quando necessário não sabemos como relacioná-los a outros assuntos ou temas inerentes ás demais disciplinas.

  • Quando essa "deficiência" se apresenta no nosso dia-a-dia, durante o trabalho escolar, também chegará ao aluno e esse, por sua vez, terá uma formação incompleta. Vejamos alguns exemplos em forma de pergunta:

  • a. Para que aprender um determinado conteúdo se não teremos acesso ao conhecimento de como este poderá ser utilizado? Para que serve? Como aplicá-lo na prática?

  • b. Qual a importância dos estudos e pesquisas que envolvam conhecimentos abstratos, como o tempo, por exemplo?

  • c. Por que todas as áreas fortalecem o estudo histórico? Será que é para sabermos apenas que aquele fato aconteceu numa determinada época? Ou será que aqueles acontecimentos e fatos poderão ser referência para as nossas pesquisas analisando os acertos e erros, os benefícios e os malefícios?

  • c. A Arte é parte integrante do desenvolvimento humano e talvez uma das primeiras formas de comunicação não corpórea, mas é extremamente relegada e desvalorizada por muitos professores. Por que isso ocorre?

  • d. A origem da escrita é o desenho e a pintura, então por que não alfabetizar e educar integrando? O mesmo acontece com os números, mas nas aulas onde eles (os números)estão presentes, na maioria das vezes o desenho e a pintura são esquecidos?

  • e. A História está presente em todas as áreas do conhecimento humano, é a História das Escrita, das Ciências, da Geografia, da Matemática, das Artes, do ser Humano etc. Então por que quando se educa não proporcionamos a oportunidade desse tipo de integração?

  • f. O saber, a pesquisa, a experimentação e até a produção conduzem a construção integrada do conhecimento, então por que a escola ainda vive da fragmentação?

  • Mais uma vez é preciso destacar, isso não é culpa do professor de Matemática, de Geografia, de Línguas, História, Artes, Português, mas sim da sua formação, porém, mesmo não tendo sido formado para o processo de construção do conhecimento é preciso que ele se atualize e se situe na atualidade.

  • Quando nada é feito pelo professor no que se refere sua atualização metodológica e temporal, não será possível criar ou produzir um trabalho contendo as respostas e soluções que conduzirão a construção do conhecimento.

  • Muitos professores tem até o trabalho de se aprofundarem no estudo de novas metodologias, mas esbarram no uso da tecnologia e todas as possibilidades facilitadoras que elas trazem para a construção do conhecimento. O problema é que poucos governos se preocupam realmente com a formação do professor e a tecnologia é extremamente multidisciplinar. Não é qualquer um que consegue realmente trabalhar com a tecnologia de uma forma tradicional, pois quando se trás para seu interior a metodologia tradicional a tecnologia se encarrega de demonstrar a irrealidade do processo.

  • A alguns bons anos atrás, em meados da década de 70 do século XX, surge na televisão os chamados telecursos. Aconteceu que simplesmente, em primeiro momento transportaram para este importante meio de comunicação o formato de aula utilizado na sala de aula. Esse transporte levou a uma descoberta muito importante, primeiro que os meios de comunicação não são um mero recurso, mas uma forma de se comunicar com linguagem própria e possibilidades exclusivas de cada uma das mídias. Segundo, a televisão é dinâmica e mutável. Nela a educação a distância deveria ser caracterizada de acordo com os recursos próprios, como a exibição de cenas inseridas em um determinado contexto, efeitos especiais, montagens etc. A comunicação agora é mais dinâmica, rápida e em tempo real, situação que não acontecia nos tempos áureos dos cursos por correspondência. A sala de aula está distante da evolução humana e ainda hoje é uma central de informações e não do conhecimento.

A Sala de Aula

  • Um professor de História, por exemplo, trabalha a cultura indígena brasileira desde aquelas que viviam no litoral paulista, depois aquelas que viviam na serra e por último no interior do Estado. Muitos aspectos envolvem estas culturas.

  • Além dos fatos que estão associados a sua vida, cultura e atitudes, é importante destacar a sua localização geográfica, as condições de vida, os recursos naturais próximos e exploráveis, o clima, as interferências naturais no seu modo de vida etc.


  • Para que esta aula seja verdadeiramente de História é preciso entender as condições anteriormente apresentadas, mas também a língua daquele grupo e durante o processo entender, identificar e trabalhar as contribuições para a nossa língua, a portuguesa do Brasil, que chegaram até os nossos dias. As diferenças nas formas de comunicação destes povos, sua arte, artesanato, religião, dança, passando pelo local onde moravam, o clima, o relevo, a hidrografia, vegetação, espécies animais (terrestres, voadores e aquáticos), o domínio do fogo, da queima da argila e outros materiais vegetais para a produção de armas, utensílios domésticos, de caça etc.

  • Nessa aula o professor de História adentrou pelos conteúdos da Geografia, Ciências, Matemática, Artes, Línguas...


  • É preciso entender que não se deve valorizar apenas a informação, mas sim, por meio da pesquisa. proporcionar a observação, reflexão, discussão, analise, critica, conclusão e produção. A denominada por mim visão associativa.

  • Seguindo ainda o exemplo do índio, são vários os aspectos que permearão um estudo mais profundo e eficaz. Problematizar as diversas situações inerentes e surgidas durante o processo impreterivelmente passará por discussão(ões), quando os questionamentos e perguntas deverão ser concluídos, caso seja necessário, por meio de novas pesquisas e obediência aos critérios, sejam eles inerentes e relacionados a sua área de conhecimento ou as demais.

  • Finalizando, muitas outras questões poderão surgir, estas não são as mais importantes, mas sim parte de um exemplo, mesmo porque a importância da questão será descoberta durante o processo de construção do conhecimento.

  • As perguntas e problematizações, provavelmente serão responsáveis por gerar muitas respostas e soluções e, em alguns casos, equivocadas e não possíveis, que apenas através da experimentação será possível uma conclusão. É esta a verdadeira visão associativa entre áreas do conhecimento humano e que permitirá num segundo momento a interdisciplinaridade, onde dois ou mais professores trabalharão um mesmo tema, em conjunto ou separados, transformando a maneira de observação, análise, crítica e conclusão por parte do aluno. Ele saberá para que serve tudo que está aprendendo e será, na maioria das vezes, mais motivado a realizar um trabalho escolar mais seriamente e construir o seu conhecimento, ou seja, evoluir cognitivamente.

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